Em algum momento da jornada para a OAB ou para concursos, quase todo estudante já se sentiu “para trás”. As redes sociais intensificam essa sensação ao expor aprovações, rotinas perfeitas e resultados rápidos — quase sempre sem mostrar o processo real por trás deles.
O problema é que a comparação constante gera ansiedade, desmotivação e, muitas vezes, paralisa. Cada pessoa começa de um ponto diferente, com contextos, rotinas e desafios próprios. Ignorar isso é transformar o estudo em um campo de autossabotagem.
Na prática jurídica e nos concursos, o progresso não é linear. Há fases de avanço rápido e períodos de aparente estagnação — que, na verdade, fazem parte da construção do conhecimento. Comparar o seu capítulo inicial com o meio do livro de outra pessoa é injusto com você.
Mais produtivo do que olhar para o lado é olhar para o próprio processo: o que você aprendeu este mês? O que conseguiu manter de disciplina? Onde pode ajustar a rota?
Você não está atrasado. Você está no seu tempo — e isso é suficiente para avançar.
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